Beyond Good & Evil 2 está demorando mais que GTA 6 — anunciado em 2008 e Ubisoft segue contratando

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Quase duas décadas desde o anúncio, vaga para engenheiro de som confirma que o projeto segue ativo; Voyager, pirataria espacial e novo diretor criativo compõem o panorama

Beyond Good & Evil 2 virou sinônimo de jogos anunciados cedo demais: lançado ao público em 2008 como promessa ambiciosa da Ubisoft, o título passou anos entre expectativas, silêncio e rumores. Mesmo com pouco no radar nos últimos anos, a produtora continua recrutando — e uma vaga recente para engenheiro de som deixa claro que o desenvolvimento ainda está em curso.

De anúncio a silêncio: a trajetória do projeto

A história de Beyond Good & Evil 2 se encaixa num repertório conhecido da indústria: projetos que atravessam épocas de glória e decepção, como Duke Nukem Forever, Final Fantasy XV e The Last Guardian. Anunciado em 2008, o jogo chegou a aparecer em trailers e materiais conceituais, mas gradualmente saiu dos holofotes, transformando-se em piada recorrente sobre desenvolvimento prolongado.

Contratações recentes e o estado atual

Uma vaga publicada pela Ubisoft para engenheiro de som detalha responsabilidades que abrangem efeitos, música, vozes e áudio de veículos, armas e interface — elementos típicos de um projeto em fase de estruturação e polimento. A posição reforça que Beyond Good & Evil 2 continua ativo, ainda que a editora mantenha uma postura discreta sobre cronogramas e entregas.

Ambição técnica e mudanças na liderança

Segundo descrições oficiais, o jogo usa a engine proprietária Voyager e tem ambições altas: pirataria espacial contínua, planetas densos e exóticos e personagens amplamente desenvolvidos. Em 2023, o projeto sofreu um baque com a morte repentina de Emile Morel, antigo diretor, e no ano seguinte o designer veterano Fawzi Mesmar assumiu o comando criativo, sinalizando uma reestruturação interna.

Por que alguns jogos demoram tanto — e o que esperar

Produzir um grande jogo envolve etapas vulneráveis: protótipos que não funcionam, orçamentos que mudam, prioridades da editora e equipes que se reconfiguram. Enquanto muitos títulos são engavetados em silêncio, outros como Beyond Good & Evil 2 persistem por vontade da equipe e do estúdio. Para jogadores, a contratação contínua é um sinal positivo, mas a Ubisoft segue evitando prazos ou promessas até que a experiência esteja mais definida.

No final, o caso ilustra duas realidades da indústria: a capacidade de manter projetos vivos por longos períodos e o custo — em expectativas públicas — dessa estratégia. Para fãs da franquia, resta acompanhar sinais oficiais e novas vagas que indiquem avanço consistente rumo ao lançamento.

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