Bromidrose plantar é o nome clínico do chulé. O odor não vem do suor isoladamente, mas da combinação de umidade, calor e microrganismos que decompõem resíduos da pele.
O famoso “chulé” tem nome: bromidrose plantar. O suor em si é inodoro; o cheiro desagradável aparece quando bactérias e, às vezes, fungos presentes na pele degradam suor e células mortas, liberando compostos voláteis que causam o odor. O interior do sapato — quente, escuro e úmido — cria o ambiente perfeito para essa “festa” microbiana.
Como surge o chulé
Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver bromidrose plantar: produção excessiva de suor (hiperidrose), uso contínuo de calçados fechados, falta de higiene adequada e acondicionamento dos sapatos sem ventilação. Questões hereditárias e condições metabólicas, como diabetes, obesidade ou alterações hormonais, também podem intensificar o problema.
Se a umidade for mantida por longos períodos, a pele fica mais vulnerável a frieiras e micoses, o que pode piorar ainda mais o odor e gerar desconforto. Na maioria dos casos, entretanto, a condição é controlável com medidas simples do dia a dia.
Maus hábitos que pioram o chulé
- Usar o mesmo par de sapatos por vários dias seguidos sem deixá-los arejar.
- Calçados sintéticos e meias que não absorvem suor, mantendo a umidade próxima à pele.
- Higiene superficial: não lavar entre os dedos ou não secar completamente antes de calçar.
- Não higienizar palmilhas ou não trocar meias com frequência.
- Evitar tratamentos quando há sinais de frieira ou micose, permitindo que a condição se agrave.
Como tratar e prevenir
O objetivo principal é reduzir umidade e controlar a proliferação microbiana. Medidas práticas incluem:
- Lavar os pés diariamente, prestando atenção às áreas entre os dedos, com sabonete antisséptico ou neutro.
- Secar bem os pés antes de calçar — um secador no ar frio pode ajudar em dias úmidos.
- Usar talcos antissépticos ou desodorantes específicos para os pés para reduzir a umidade.
- Optar por meias de algodão ou tecidos técnicos que absorvam o suor; trocar meias diariamente.
- Alternar os sapatos e deixá-los soltos ao sol ou arejando por 24 a 48 horas; higienizar palmilhas regularmente.
- Preferir calçados com ventilação e evitar modelos totalmente sintéticos por longos períodos.
Na maioria dos casos, essas mudanças resolvem o problema. Produtos antifúngicos são indicados se houver micoses associadas. Em casos de suor excessivo persistente, tratamentos médicos para hiperidrose podem ser necessários.
Quando procurar um médico
Procure um dermatologista se o odor não melhorar com medidas de higiene, se houver sinais de infecção (vermelhidão, descamação intensa, fissuras) ou se existir histórico de doenças como diabetes. Um profissional pode avaliar causas subjacentes, indicar antimicrobianos, antifúngicos ou terapias para reduzir a sudorese quando apropriado.
Com cuidados adequados e mudanças de hábitos, o chulé costuma ter solução. Manter os pés secos, limpar e arejar calçados e usar produtos específicos são passos simples que fazem grande diferença no dia a dia.
