As maiores decepções de 2025: por que GTA 6 adiado, filmes como Tron e Captain America e aumentos nos preços de consoles frustraram fãs

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De bilheterias mornas e séries derrapantes em streaming a jogos cancelados, adiamentos e consoles mais caros — o panorama que deixou jogadores e cinéfilos desapontados neste ano

2025 foi um ano de extremos: trouxe sucessos pontuais, mas também uma sequência contínua de frustrações que afetaram indústrias inteiras. Entre estreias cinematográficas que não converteram público, séries que fracassaram nas críticas, lançamentos de jogos problemáticos, adiamentos de títulos aguardados e uma escalada no preço de consoles, fãs e consumidores viram expectativas se transformarem em desapontamento.

Fracassos de bilheteria e apostas que não deram certo

Alguns dos principais candidatos à decepção do ano vieram das salas escuras. Captain America: Brave New World, que trouxe Anthony Mackie como o novo Cap, sofreu uma queda de público de 68% no segundo fim de semana e ainda não recuperou o custo estimado de produção, próximo a 425 milhões de dólares. A decisão criativa de adiar a transformação de um personagem importante para os minutos finais também foi criticada por fãs e imprensa.

Tron: Ares, segunda tentativa de reviver a franquia, estreou com cerca de 60,5 milhões de dólares mundialmente na abertura — desempenho fraco para uma produção com backing da Disney. Apesar da trilha sonora elogiada, a recepção do público foi morna e a franquia segue sem prazo para uma nova tentativa bem-sucedida.

Outros lançamentos decepcionaram por motivos variados: a adaptação live-action de Snow White acumulou pouco mais de 200 milhões de dólares globalmente e foi ofuscada por A Minecraft Movie, enquanto Lilo & Stitch conseguiu surpreender e ultrapassar a marca de 1 bilhão. Filmes reverenciados por elencos e equipes de peso, como The Alto Knights — que contava com roteirista de Goodfellas e diretor de Rain Man —, não conseguiram transformar talento em bilheteria. Até produções com boa avaliação crítica tiveram aberturas fracas, como Elio, exibindo que nem sempre críticas positivas se traduzem em público nos cinemas.

Streaming: conteúdo caro, mal recebido e polêmicas

As plataformas de streaming também entregaram títulos que decepcionaram. Star Trek: Section 31, estrelada por Michelle Yeoh, recebeu avaliações duras e foi classificada por alguns críticos como um dos piores produtos recentes da franquia. IGN chegou a dar 2/10, afirmando que a série deveria ficar perdida no espaço.

A tentativa de reinventar clássicos também falhou em alguns casos. A nova versão de The War of the Worlds estreou com uma aprovação mínima em sites agregadores e foi criticada por presença ostensiva de product placement, algo especialmente notável por ser uma produção da própria plataforma que a veiculava. The Electric State, produção Netflix com orçamento reportado de cerca de 320 milhões de dólares e possível uso de ferramentas de IA em pós-produção, saiu cara e pouco impactante: crítica e público julgaram o filme derivativo e pouco original.

Amazon, que tentou emplacar títulos de alto perfil como G20, com Viola Davis, também registrou insatisfação crítica por roteiros e ação pouco inspirada. Em linhas gerais, o streaming deste ano mostrou que grande orçamento e nomes conhecidos não garantem qualidade nem engajamento.

Jogos: lançamentos problemáticos, atrasos e cancelamentos

O setor de jogos viveu um ano conturbado. Lançamentos com bugs, falta de conteúdo e decisões de design polêmicas marcaram 2025. MindsEye estreou com problemas de performance e ausência de conclusão, motivando uma carta pública de mais de 90 funcionários do estúdio Build a Rocket Boy, que pediu mudanças internas, desculpas e compensações para demitidos.

Nintendo criou controvérsia ao cobrar por um tutorial do novo hardware: o produto Switch 2 Welcome Tour foi lançado como item pago, gerando comparações com os tempos em que consoles vinham com pacotes gratuitos como Wii Sports. Enquanto isso, a chegada de jogos free-to-play como a reinvenção de Skate deixou fãs insatisfeitos por ausência de conteúdo clássico e monetização criticada.

A série Call of Duty também sofreu com decisões impopulares. Black Ops 7 trouxe uma campanha sempre online, focada em coop e com ausência de checkpoints e opção de pausa, o que frustrou jogadores acostumados a campanhas cinematográficas. O modelo de lançamentos consecutivos de sub-séries também foi alvo de críticas internas e externas.

Adiamentos de grandes títulos penalizaram expectativas: Marathon, da Bungie, foi empurrado para março de 2026; Fable, desenvolvido pela Playground Games, foi adiado para 2026; e Marvel 1943: Rise of Hydra sofreu múltiplos adiamentos, agora sem janela clara. E a maior frustração veio com Grand Theft Auto 6: após uma sequência de remarcações, a expectativa mudou de outono de 2025 para 26 de maio de 2026 e, em seguida, para 19 de novembro de 2026 — deixando a indústria e os fãs em constante replanejamento de estratégias e expectativas.

Os cancelamentos também deixaram marcas: Microsoft encerrou o desenvolvimento de Perfect Dark e fechou o estúdio The Initiative; Avalanche pausou Contraband; Rare teve Everwild cancelado; e Forza Motorsport sofreu cortes significativos. EA cancelou jogos e fechou equipes, incluindo o encerramento de Cliffhanger Games e o cancelamento do jogo Black Panther. Warner Bros. também cancelou o jogo de Wonder Woman e desativou Monolith. Multiversos e projetos de luta free-to-play saíram do ar, mostrando que mesmo franquias ou estúdios consagrados não estão imunes a reestruturações.

Preço dos consoles e o impacto no consumidor

Outro capítulo de decepção em 2025 foi a alteração na política de preços das gigantes do mercado. Sony elevou o preço sugerido do PlayStation 5 em várias regiões, citando inflação e variação cambial; nos EUA, aumentos adicionais de 50 dólares foram aplicados em agosto. Microsoft aumentou preços de consoles e acessórios e promoveu um reajuste substancial no Game Pass, acumulando cerca de 50% de alta desde 2024 em alguns pontos. Nintendo também anunciou aumentos de preço para modelos Switch originais, Lite e OLED, embora tenha mantido até então o preço do Switch 2.

Esses movimentos representam uma ruptura em relação a décadas de tendência histórica, quando consoles perdiam preço ao longo da geração. Agora, com reajustes ascendentes, consumidores enfrentam maior barreira de entrada e mais pressão para decidir entre comprar hardware, assinar serviços ou esperar promoções.

O que fica de 2025

O saldo de 2025 é misto: houveram realizações e títulos bem-sucedidos, mas as decepções ganharam destaque justamente por atingirem produtos e franquias de grande visibilidade. Bilheterias mornas, séries e filmes mal recebidos, jogos com lançamento problemático, atrasos de gargalos industriais e políticas de preço menos amigáveis ao consumidor aceleraram um sentimento de cansaço entre públicos que, em muitos casos, se mostraram mais críticos e exigentes.

Para 2026, a expectativa é que estúdios e plataformas reajam: com ajustes editoriais, recolocações de lançamentos no calendário e, possivelmente, novas estratégias de monetização e qualidade de produto. Mas se há uma lição clara de 2025 é que marca, orçamento e nostalgia não substituem a necessidade de execução cuidadosa — e que fãs têm menos paciência para promessas do que para resultados.

Se você acha que faltou alguma decepção importante na lista, comente e compartilhe sua maior frustração de 2025.

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