OpenAI alerta que avanço da IA pode eliminar empregos e propõe testes com semana de 4 dias sem redução salarial, participação dos trabalhadores e fundo para dividir ganhos

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OpenAI alerta que avanço da IA pode eliminar empregos e propõe testes com semana de 4 dias sem redução salarial

Empresa sugere transformar ganhos de automação em bem-estar social, criar fundo de distribuição e tratar IA como infraestrutura essencial

Um relatório da OpenAI, dona do ChatGPT, afirma que o avanço da inteligência artificial deve gerar benefícios sociais além de lucros privados. No documento intitulado Política Industrial para a Era da Inteligência, divulgado neste mês, a empresa alerta que embora novas formas de trabalho surjam, alguns empregos desaparecerão e indústrias podem ser remodeladas em ritmo sem precedentes.

Semana de quatro dias e redução de jornada sem cortar salários

Entre as propostas centrais, a OpenAI defende testes com semanas de trabalho de quatro dias, mantendo a remuneração e os níveis de produção ou serviço. A ideia é que o tempo economizado por automação de tarefas repetitivas e administrativas seja convertido em folgas ou em jornadas menores, em vez de apenas aumentar o lucro das empresas.

Mais proteção social e apoio ao cuidado

O relatório também sugere ampliar contribuições para aposentadoria e oferecer apoio a trabalhadores responsáveis por cuidados com filhos e idosos. Esses mecanismos dariam mais segurança às pessoas afetadas pela transformação do mercado de trabalho promovida pela IA.

Voz dos trabalhadores e distribuição de ganhos

A OpenAI propõe que os funcionários tenham participação formal nas decisões sobre como a IA é adotada nas empresas, com foco em reduzir tarefas perigosas ou exaustivas e evitar uso excessivo da tecnologia para vigilância. Além disso, o documento menciona a criação de um fundo para redistribuir parte dos ganhos econômicos gerados pela IA a toda a população, independentemente de renda.

IA como infraestrutura essencial

Por fim, a empresa afirma que a inteligência artificial deve ser tratada como infraestrutura essencial, semelhante à eletricidade e à internet. Para isso, defende a oferta de versões acessíveis da tecnologia a pequenos negócios e comunidades de baixa renda, visando reduzir desigualdades no acesso aos benefícios da automação.

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