EUA acusam China de roubar tecnologia de IA de laboratórios americanos em campanhas ‘em escala industrial’ às vésperas da visita de Trump a Pequim

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EUA acusam China de roubar tecnologia de IA de laboratórios americanos em campanhas em escala industrial

Memorando divulgado por Michael Kratsios antecipa tensão diplomática e reabre debate sobre vendas de chips avançados

O governo dos Estados Unidos afirmou, em memorando divulgado nesta quinta-feira (23), ter evidências de um roubo em grande escala de propriedade intelectual relacionada a inteligência artificial por entidades estrangeiras, principalmente sediadas na China. A declaração foi assinada por Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca.

O que diz o memorando

Segundo o documento, campanhas coordenadas estariam usando dezenas de milhares de contas proxy para evitar detecção e aplicando técnicas de jailbreak para expor informações proprietárias. Essas ações teriam como objetivo extrair sistematicamente recursos de modelos de IA desenvolvidos por laboratórios americanos, aproveitando a experiência e inovação dos EUA.

A publicação do memorando ocorreu poucas semanas antes da visita do presidente norte-americano, Donald Trump, ao presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, e, segundo analistas, pode elevar as tensões na disputa tecnológica entre os dois países.

Reação e contexto diplomático

A Embaixada da China em Washington não respondeu de imediato a pedidos de comentário, conforme a reportagem. O episódio surge num momento em que as relações bilaterais vinham mostrando sinais de acomodação após um acordo de outubro passado, mas volta a colocar sob pressão a cooperação e os mecanismos de fiscalização sobre transferência de tecnologia.

Impacto nas vendas de chips

O caso também levanta dúvidas sobre o envio de chips avançados de inteligência artificial da Nvidia para a China. O governo dos EUA autorizou, em janeiro, vendas sob condições específicas, mas o secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou que nenhuma remessa havia sido realizada até o momento.

Especialistas e autoridades agora monitoram possíveis repercussões regulatórias e medidas de segurança adicional para proteger modelos e dados sensíveis desenvolvidos por laboratórios americanos.

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