Diablo 4 Lord of Hatred: review completo da expansão que supera Vessel of Hatred, reinventa a árvore de habilidades e renova o endgame

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Diablo 4 Lord of Hatred: review completo da expansão que supera Vessel of Hatred, reinventa a árvore de habilidades e renova o endgame

Blizzard entrega uma expansão mais ambiciosa e polida: história mais envolvente, novas classes impactantes e atualizações de sistema que transformam a experiência

Lord of Hatred é, sem rodeios, a melhor expansão lançada para Diablo 4 até agora. Depois de Vessel of Hatred — que deixou espaço para melhorias — a Blizzard volta com uma proposta mais ousada, capaz de corrigir boa parte das críticas à primeira expansão e ao jogo base. Em cerca de 35 horas de análise, a sensação geral é de que a franquia ganhou fôlego com conteúdo que agrada tanto jogadores casuais quanto públicos mais exigentes.

Uma narrativa mais empolgante e cenários memoráveis

Sem entrar em spoilers, a expansão começa com uma cinemática que já eleva o tom da aventura e funciona como gancho eficiente para o restante do conteúdo. A nova região, Skovos — apresentada como berço da humanidade dentro do universo de Santuário — traz direção de arte impecável e trilha sonora entre as melhores da série. Há momentos de destaque, como uma sequência de combate a bordo de um barco, que mostram criatividade no design de encontros e ambientes.

A campanha tem mais densidade que a anterior, embora o ritmo chegue a parecer acelerado em alguns trechos. Ainda assim, a narrativa cativa e mantém o jogador interessado na perseguição a Mefisto, oferecendo set pieces e variações de cenário que elevam a experiência em relação ao conteúdo prévio.

Duas classes novas que realmente fazem diferença

Lord of Hatred introduz Paladino e Bruxo, ambas com mecânicas que renovam o campo de jogo. O Bruxo, em particular, conquistou espaço entre as favoritas pela versatilidade e poder de customização. As novas classes não são apenas skins: chegam com identidades claras e formas de jogo distintas, ampliando o leque de opções e estimulando experimentação nos builds.

Sistemas reimaginados: árvore de habilidades, cubo horádrico e mapa

Uma das mudanças mais bem-vindas é a reconstrução da árvore de habilidades. As passivas foram movidas para o sistema de talismãs e as skills agora recebem modificadores que chegam a alterar o tipo da habilidade — resultado: possibilidades de customização inéditas na franquia. Pequenas melhorias de qualidade de vida também marcam presença, como a sobreposição do mapa sem precisar pausar o jogo.

O cubo horádrico foi repensado e permite trocar afixos para transformar itens comuns em únicos, o que abre novas rotas de farm e criação de equipamentos. E o endgame, antes alvo de reclamações, recebeu os Planos de Guerra: mapas com atividades específicas, desafios de ondas infinitas e objetivos que recompensam a progressão contínua — um alívio para quem buscava profundidade pós-campanha.

Vale a pena jogar?

Para fãs da série e jogadores de ação-RPG, a resposta é um convicto sim. Lord of Hatred corrige pontos fracos do passado, amplia a variedade de jogo com novas classes e entrega sistemas que renovam a sensação de progresso. As adições secundárias, como pesca e novas atividades de mundo, ajudam a manter o jogo vivo sem perder o foco no combate e na construção de personagens.

  • Prós: narrativa mais envolvente, novas classes consistentes, árvore de habilidades renovada, endgame reforçado.
  • Contras: campanha por vezes muito acelerada; quem não curte grind pode achar algumas mecânicas repetitivas.

Ficha técnica: Publisher: Blizzard. Desenvolvedora: Blizzard. Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X/S. Lançamento: 28/04/2026. Tempo de review: 35 horas.

Veredito: Diablo 4 Lord of Hatred é uma expansão robusta e ambiciosa que supera sua predecessora em quase todos os aspectos — imperdível para fãs e recomendada para jogadores que querem um Diablo 4 renovado.

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