Control Resonant leva a série para um mundo aberto em Manhattan pós‑apocalíptica e troca tiro por pancadaria
Em entrevista na gamescom latam 2026, o diretor criativo Mikael Kasurinen detalhou como a sequência reimagina combate, cenário e narrativa — e confirmou localização completa em português do Brasil
Uma mudança radical de cenário e tom
Control Resonant deixa para trás os corredores brutalistas da Casa Antiga e abre a ação em uma Manhattan devastada, em escala aberta. A informação foi revelada por Mikael Kasurinen, diretor criativo do jogo, em entrevista ao Flow Games durante a gamescom latam 2026. Segundo ele, a proposta é inverter a lógica do original: em vez de entrar nas profundezas do Departamento Federal de Controle (FBC), o jogador sai para o mundo exterior.
A Remedy descreve o novo título como complementar ao primeiro: enquanto Control de 2019 apostava no clima contido e claustrofóbico de um edifício estranho, Resonant amplia o alcance mantendo o chamado ‘DNA de pesadelo’ da desenvolvedora.
Do tiroteio ao hack and slash telecinético
Um dos pontos centrais da entrevista foi a mudança no sistema de combate. Kasurinen explicou que a intenção foi transformar a experiência em algo mais ofensivo e visceral — quase um hack and slash moderno — onde a telecinese assume papel principal. Em vez de manter distância e usar armas como no primeiro jogo, aqui o jogador deve entrar no meio dos inimigos, usar habilidades ativamente e transformar objetos do cenário em armas.
A telecinese foi totalmente reestruturada para permitir que quase qualquer item ambiental cause dano e até contribua para a cura, criando uma dinâmica de risco e recompensa que força o jogador a permanecer no centro da ação. Além disso, confrontos contra criaturas gigantescas que tomam o horizonte exigiram soluções técnicas e de design específicas.
Destruição em massa e evolução do motor Northlight
Para suportar a nova escala do jogo — cidades abertas, destruição em massa e inimigos colossais — a Remedy precisou evoluir o motor gráfico Northlight. Kasurinen definiu o desafio como imenso: era necessário garantir fluidez na física de objetos usados como armas, impacto visual em larga escala e encontros com entidades que ocupam o horizonte de Manhattan.
Os ajustes no motor e nas ferramentas internas permitiram também variações de ritmo entre exploração, combate intenso e eventos com grande foco visual, preservando a atmosfera perturbadora que marcou a franquia.
Protagonista, entrada para novos jogadores e versão brasileira
Control Resonant tem como protagonista Dylan Faden, irmão de Jesse — heroína do primeiro jogo. Kasurinen destacou que a narrativa foi pensada para funcionar como uma porta de entrada: mesmo sem conhecer o universo do FBC ou ter jogado o título anterior, o jogador conseguirá entender a história através das descobertas do protagonista. ‘É quase uma tela em branco em muitos aspectos’, disse ele, ao explicar que Dylan tenta entender o que aconteceu nos últimos sete anos.
Para o público brasileiro, a Remedy confirmou localização completa em português do Brasil, incluindo dublagem, reconhecendo a importância dos fãs locais. A equipe espera que essa adaptação torne a jornada de Dylan acessível tanto a veteranos quanto a novos jogadores.
Resta agora acompanhar se a ambição técnica e a grande mudança no gameplay resultarão no mesmo impacto crítico e de público que marcou o primeiro Control. A Remedy segue apostando em experiências autorais que misturam estranheza e ação — agora em uma Manhattan pós‑apocalíptica e para ser enfrentada na base do soco telecinético.
