Como o diretor de cinematics de LEGO Batman explicou a criação de Legacy of the Dark Knight: referências, combate e narrativa em mundo aberto
Bob Scott, da TT Games, conta como filmes, quadrinhos e séries moldaram um jogo que prioriza história e combate
Após testar LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight na Gamescom Latam 2026, a equipe do Flow Games conversou com Bob Scott, diretor de cinematics da TT Games, para entender o processo criativo por trás do novo título. O jogo, que combina o humor característico da franquia LEGO com um roteiro mais centrado, aposta em uma mistura ampla de referências para construir sua versão de Gotham.
Pesquisa e referências: compilar o melhor do Batman
Segundo Bob Scott, o time mergulhou profundamente em quase tudo relacionado ao Batman: assistiram ao máximo de filmes possível, leram muitos quadrinhos e jogaram as produções anteriores. A partir desse levantamento, reuniram seus momentos favoritos e os organizaram como ponto de partida para o projeto.
“Eles influenciaram completamente”, explicou Scott ao descrever a pesquisa. Em vez de se basear em uma única propriedade intelectual, a equipe mesclou elementos de várias mídias — filmes, séries animadas, quadrinhos e outros jogos — para criar um material de referência amplo, que serviu tanto para as cutscenes quanto para a construção visual de Gotham.
Narrativa em primeiro lugar e liberdade criativa com LEGO e DC
Com tantas influências, um desafio central foi integrar elementos distintos sem prejudicar uma história coerente. Scott afirma que a equipe precisou manter a narrativa como guia: o arco principal orientou desde o design de prédios e personagens até detalhes como grafites nas paredes.
As parcerias com LEGO e DC, segundo o diretor, ofereceram ampla liberdade criativa. “Como equipe, nós somos grandes fãs do Batman e temos muito respeito pelo personagem. Em nenhum momento quisemos nos afastar disso ou fazer algo que soasse como deboche ou desrespeito”, relatou. A intenção foi construir algo divertido e engraçado sem ridicularizar o material original, preservando a sensação de brinquedo que caracteriza a marca LEGO.
Combate e personagens: menos é mais para dar peso às lutas
Uma das mudanças de abordagem em Legacy of the Dark Knight foi reduzir o número de personagens jogáveis para dar mais significado ao combate. Cada personagem agora tem movimentos e equipamentos próprios, o que ajuda a tornar o confronto mais consistente e variado.
Scott também reconheceu a presença de referências à série Arkham no sistema de combate. Segundo ele, a influência é natural dada a importância dos jogos Arkham para o universo do Batman: a equipe incluiu easter eggs e elementos pensados para fãs, mas sem transformar Arkham na única inspiração — trata-se de uma entre várias fontes que alimentaram o projeto.
Mundo aberto, duração variável e conteúdo entre missões
Quanto à duração, Bob Scott explicou que ela varia conforme o envolvimento do jogador com atividades secundárias. O jogo traz um mundo aberto com muitas coisas para fazer: puzzles, desafios pequenos, colecionáveis e missões secundárias que muitas vezes trazem suas próprias narrativas.
Entre as mecânicas citadas estão chips WayneTech para melhorar gadgets e puzzles específicos criados por vilões que exigem resolução contínua. Há também uma funcionalidade para desbloquear e revelar itens escondidos no mapa, reforçando o componente de exploração e replay.
O resultado, segundo Scott, foi pensado para agradar públicos diferentes: crianças que podem ter sua primeira experiência com o Batman e jogadores mais velhos que reconhecerão referências e camadas adicionais na narrativa e no design.
Com uma base de referências tão ampla e liberdade para experimentar dentro das regras da LEGO e do cânone da DC, Legacy of the Dark Knight se apresenta como um dos grandes títulos do ano, equilibrando homenagem, gameplay renovado e foco em história — aspectos que a TT Games destacou como centrais durante a apresentação na Gamescom Latam 2026.
