Como funciona a edição de fotos com IA no celular: comparação prática entre iPhone 17 e Galaxy S26 Ultra
Testes com iPhone 17 e Galaxy S26 Ultra mostram resultados parecidos em limpeza de imagens e mais liberdade criativa nos aparelhos da Samsung
Celulares topo de linha já incorporam ferramentas de edição baseadas em inteligência artificial que vão além de filtros: eles removem pessoas e objetos, corrigem cenários e, em alguns casos, criam imagens inteiramente novas a partir de comandos. O Guia de Compras avaliou recursos de IA no iPhone 17 e no Galaxy S26 Ultra usando fotos feitas com diferentes aparelhos para ver como essas funções se comportam na prática.
Como testamos
Foram usadas imagens cotidianas — como escadarias, um gato na pia do banheiro e cenas internas de ônibus turístico — para comparar como cada sistema lida com remoções e alterações mais drásticas. A avaliação considerou fidelidade visual, presença de artefatos, tratamento de sombras e contraste e a capacidade de criar novas partes da imagem quando necessário.
Limpeza versus criatividade: Apple Intelligence e Galaxy AI
A Apple oferece a Apple Intelligence (disponível desde o iPhone 15 Pro) com ferramentas voltadas principalmente para limpar fotos: remover pessoas e pequenos objetos sem alterar demais a cena. Já a Galaxy AI, presente nos modelos mais recentes da Samsung, permite intervenções maiores, incluindo edições gerativas via prompts que transformam completamente o conteúdo — por exemplo, trocar noite por dia ou inserir elementos surreais.
O que vimos nos testes
Na remoção de pessoas em uma foto na escadaria do Museu do Ipiranga, ambos os sistemas conseguiram limpar a cena, mas com diferenças: o iPhone deixou alguns resíduos na escadaria, enquanto o Galaxy manteve melhor definição de detalhes como uma mureta e fez ajustes mais convincentes de sombra e contraste.
Em uma foto do gato na pia, tanto o iPhone quanto o Galaxy removeram a pessoa presente, mas deixaram marcas no espaço onde estavam itens da bancada. A edição do iPhone apresentou círculos avermelhados estranhos em uma área, enquanto o Galaxy teve um resultado mais uniforme, embora também não perfeito.
Em imagens mais complexas, as IAs mostraram interpretações distintas: numa foto de ônibus, o iPhone substituiu as pessoas por uma paisagem genérica — uma solução plausível, porém sem ligação clara com o ambiente original —; o Galaxy, por sua vez, usou partes do cabelo de um passageiro como base para gerar uma floresta no outono, uma alteração claramente criativa e gerativa.
Desempenho à noite e marcas d’água
As edições também funcionam em fotos noturnas, mas com variação na qualidade. Edição generativa tende a revelar inconsistências em iluminação e texturas. Além disso, imagens fortemente alteradas por IA podem receber marcações visuais: a Samsung aplica uma marca d’água para indicar que a imagem foi criada ou significativamente modificada por IA.
Quando usar cada recurso
Remover pessoas ou objetos é a função mais útil no dia a dia, pois melhora fotos sem transformá-las em algo artificial. Para quem busca apenas limpar cenas de turistas, fios ou lixo, ferramentas mais conservadoras (como as da Apple) costumam ser suficientes. Usuários que querem experimentar cenas surreais ou modificar radicalmente uma imagem se beneficiam das opções de edição generativa do Galaxy, que aceitam prompts e oferecem maior controle criativo.
Em ambos os casos, o resultado final depende muito da imagem original: composição, iluminação e texturas influenciam se a IA fará uma integração natural ou deixará artefatos visíveis.
Entre os celulares compatíveis citados estão iPhone 17, iPhone 17e, Galaxy S26 e Galaxy S26 Ultra. Os preços consultados no início de maio variavam entre aproximadamente R$ 5.700 e R$ 13.000, segundo pesquisas em lojas online.
Essas funções mostram que a edição por IA está mais acessível para o público em geral: complementam o uso do celular e ampliam possibilidades criativas, mas não substituem cuidados de composição e edição manual para quem busca resultados profissionais.
Esta reportagem foi produzida com independência editorial pela equipe do Guia de Compras. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados em matérias, a Globo pode receber receita por parcerias comerciais; dúvidas sobre compra, pagamento ou entrega devem ser dirigidas ao lojista responsável.
