Por que Ken Levine deixou Bioshock? O criador explica
Saída foi uma escolha pessoal para evitar que a franquia o definisse e para encarar novos desafios criativos
Ken Levine, nome histórico por trás da série Bioshock, voltou a comentar publicamente os motivos que o levaram a se afastar da franquia. Em entrevista ao canal IGN, o designer afirmou sentir-se “muito sortudo” por ter trabalhado na série, reconhecendo a importância do universo para sua carreira, mas declarou que já “não tinha muito mais o que dizer naquele mundo”.
Motivos revelados: busca por novos desafios
Levine explicou que a decisão não foi por falta de amor pela franquia, mas por cautela: franquias podem acabar definindo a carreira de um criador se ele não tomar cuidado. Segundo ele, era um risco ficar preso ao mesmo universo pelo resto da vida profissional. “Foi muito assustador e arriscado deixar uma franquia de sucesso, e eu não fiz isso por não amá-la, mas sim para me desafiar de formas diferentes, e desafiar o time também”, disse o criador.
Liberdade criativa e segurança financeira
O desenvolvedor também citou a segurança financeira como um fator que permitiu a tomada de risco: ter alcançado sucesso suficiente tirou o foco exclusivo do dinheiro, abrindo espaço para buscar um “novo problema difícil” para resolver. Levine admite a possibilidade de, no futuro, considerar que abandonar Bioshock foi um erro, mas afirma ter feito a escolha para crescer artisticamente.
O futuro de Bioshock e de Levine
Bioshock continua em desenvolvimento — com um quarto jogo confirmado —, mas sem o envolvimento de Ken Levine. O criador afirmou que está ansioso para ver as novas direções que outros responsáveis pelo projeto tomarão. Enquanto isso, Levine se concentra em finalizar seu novo jogo, Judas, e em explorar territórios criativos diferentes do que já realizou com a saga Bioshock.
As declarações foram repercutidas por veículos como Gamespot e originais da entrevista ao IGN.
