Nicolas Cage diz que Christopher Nolan, Paul Thomas Anderson e Woody Allen ‘não voltam a ligar’ após ele recusar filmes — David O. Russell é a exceção para o biopic de Madden
Em entrevista ao The New York Times, o ator conta que recusou Insomnia de Nolan e um projeto inicial com Anderson; Russell reabriu as portas e o convidou para seu novo filme
Nicolas Cage afirmou que vários diretores renomados deixaram de procurá‑lo depois que ele recusou propostas de trabalho. Em entrevista ao The New York Times, comentada pelo site IGN, o ator disse que costuma receber poucos retornos quando prefere não aceitar um papel.
O episódio com Christopher Nolan
Cage relatou que recusou uma oportunidade ligada a Christopher Nolan — o filme citado foi Insomnia — e que, desde então, Nolan não lhe deu outra chance. “A maioria deles fica com o sentimento ferido e não me chama de volta”, disse o ator, explicando que a situação já aconteceu diversas vezes ao longo de sua carreira.
Paul Thomas Anderson, Woody Allen e projetos ‘muito cedo’
Além de Nolan, Cage citou Paul Thomas Anderson e Woody Allen entre os cineastas que, segundo ele, não o procuraram novamente após um ‘não’. Sobre Anderson, Cage mencionou que havia visto um curta com Philip Baker Hall e que os planos iniciais não avançaram: “Íamos fazer algo e não deu certo”. O comentário sobre Woody Allen foi feito no mesmo contexto, sem muitos detalhes sobre o projeto recusado.
A exceção: David O. Russell e o biopic de Madden
David O. Russell foi, segundo Cage, a rara exceção. O ator revelou que, tempos atrás, havia recusado uma oferta de Russell, diretor de American Hustle. Russell, entretanto, o chamou novamente para interpretar um papel em sua nova cinebiografia sobre John Madden — convite que Cage aceitou e descreveu como um gesto de “muita classe”. O filme está previsto para estrear no próximo Dia de Ação de Graças.
Próximos passos: Spider‑Noir na Prime Video
Além do projeto com Russell, Cage também foi anunciado como parte do elenco de Spider‑Noir, série live‑action da Prime Video. O ator descreveu seu personagem como um misto de Humphrey Bogart e Bugs Bunny: “70% Humphrey Bogart, e 30% Bugs Bunny”, brincou. A afirmação reforça a intenção de Cage de explorar papéis excêntricos e de tom variado.
As declarações de Cage foram repercutidas pelo IGN; a entrevista original foi concedida ao The New York Times. O episódio ilustra como recusas profissionais podem afetar relações na indústria — mas também como uma segunda chance, quando oferecida, pode se transformar em parceria de destaque.
