Novo Intel Bartlett Lake Core 9 273PQE com 12 P‑Cores decepciona em jogos e perde para o Core i9‑13900K em testes com GeForce RTX 5090

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Novo Intel Bartlett Lake Core 9 273PQE com 12 P‑Cores decepciona em jogos e perde para o Core i9‑13900K em testes com GeForce RTX 5090

Benchmarks independentes indicam que jogos atuais não exigem mais de oito núcleos de desempenho e que a nova CPU da Intel não supera a geração Raptor Lake topo de linha

Os primeiros testes práticos com o processador Intel Core 9 273PQE, da família Bartlett Lake, mostram que a aposta em 12 núcleos de desempenho (P‑Cores) não se traduz em ganhos expressivos para jogos. Avaliada pelo site alemão PC Games Hardware e repercutida por veículos especializados, a unidade foi comparada ao já conhecido Intel Core i9‑13900K usando uma GeForce RTX 5090 como parâmetro de GPU.

Resultados nos jogos

Em um conjunto de cerca de 15 títulos testados, o Core 9 273PQE ficou atrás do Core i9‑13900K na maioria dos cenários. Segundo a análise, os jogos medidos não se beneficiaram da presença de quatro P‑Cores adicionais, confirmando uma leitura recorrente: muitos jogos já alcançam desempenho ideal com até oito núcleos de alto desempenho.

O relatório destaca que, mesmo com mais P‑Cores no papel, o chip Bartlett Lake não conseguiu superar a combinação de P‑Cores + E‑Cores presente no 13900K — este último possui 8 P‑Cores e 16 núcleos eficientes (E‑Cores), que continuam a trazer vantagens reais em cargas mistas e no suporte a multitarefa.

Metodologia e configurações

Para equiparar as plataformas, os testes usaram uma placa‑mãe Z790 mainstream compatível com ambas as gerações e ajustaram parâmetros como TDP e memória. Durante os runs, o Core 9 273PQE manteve frequências sustentadas próximas de 5,30 GHz — abaixo do boost oficial de 5,9 GHz — enquanto o 13900K ficou mais próximo do seu teto de turbo, o que ajudou a explicar a diferença prática de desempenho.

Por que 12 P‑Cores não bastam para jogos

A análise técnica aponta dois motivos principais: primeiro, muitos motores de jogos não conseguem escalar de forma eficiente para além de oito P‑Cores; segundo, a maturidade da plataforma e a otimização de BIOS ainda favorecem a família Raptor Lake, que recebeu mais tempo de ajustes voltados a gaming. Assim, a Intel optou por não lançar, até agora, uma ampla gama de CPUs de consumo com 10 ou 12 P‑Cores, já que o ganho prático seria limitado.

Implicações para jogadores e consumidores

Para quem monta ou atualiza um PC focado em jogos, a lição é clara: mais P‑Cores não significam automaticamente melhor desempenho em títulos atuais. A geração anterior, com combinações de P‑Cores e E‑Cores bem ajustadas, ainda entrega a melhor relação performance/prática em jogos. Ainda assim, Bartlett Lake pode ter outras vantagens em cargas específicas e deve evoluir com atualizações de BIOS e drivers.

Os resultados foram originalmente reportados pelo PC Games Hardware e reproduzidos por sites especializados como WCCFtech. Para jogadores, a recomendação pragmática é avaliar o uso real — games, streaming, criação de conteúdo — antes de priorizar um chip apenas pelo número de P‑Cores.

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