Compra da Warner Bros. pela Paramount recebe aval do Departamento de Justiça dos EUA e avança rumo à fusão de US$ 110 bilhões
DOJ não encontrou entraves legais e liberou a transação; acordo ainda enfrenta investigações estaduais e regulatórias na Europa e Reino Unido
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos deu sinal verde ao processo de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, segundo apurou o site Deadline. A aprovação indica que, por ora, não há objeções legais que impeçam as empresas de prosseguir com a operação avaliada em US$ 110 bilhões.
Condições e reação das empresas
Fontes informaram que a Paramount não precisou fazer concessões significativas para obter a liberação do DOJ. Um porta-voz da companhia agradeceu pela “análise completa do Departamento de Justiça” e pelo trabalho de outras agências que já deram aval preliminar à transação, segundo a reportagem.
Com esse avanço, a Paramount tem pressionado por uma conclusão rápida do negócio e estabeleceu a data de 30 de setembro como meta para o fechamento. Parte do acordo prevê pagamentos milionários a investidores por cada dia de atraso além dessa data, reforçando a intenção de finalizar a operação em ritmo acelerado.
Controvérsia política e críticas
A aprovação do DOJ gerou reações políticas. A senadora democrata Elizabeth Warren declarou nas redes sociais que “o acordo entre a Paramount e Warner Bros. fede à corrupção e tráfico de influência” e pediu aos Procuradores-Gerais dos estados que tentem bloquear a aquisição. O caso também tem sido acompanhado com suspeita por opositores devido a laços políticos: de acordo com as fontes, David Ellison, CEO da Paramount, é amigo próximo do presidente Donald Trump, o que alimenta alegações de viés político na aprovação.
Próximos passos regulatórios e riscos à conclusão
Mesmo com o aval do DOJ, a aquisição ainda terá de passar por revisões adicionais. Autoridades do Reino Unido (CMA) e da União Europeia (Comissão Europeia) conduzem investigações independentes sobre os possíveis efeitos da fusão na concorrência e no risco de práticas monopolistas.
Além disso, procuradores-gerais estaduais nos EUA podem apresentar ações para tentar impedir a operação. Caso surjam novos obstáculos, a transação — prevista em US$ 110 bilhões — poderá sofrer atrasos ou sofrer modificações exigidas por reguladores.
Enquanto isso, investidores, órgãos reguladores e observadores do mercado acompanham o desenrolar do processo, que pode redefinir o cenário do entretenimento global se concluído conforme planejado pela Paramount.
