Onimusha: Way of the Sword — a reestreia da franquia da Capcom após 20 anos e o que a demo revelou

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Onimusha: Way of the Sword — a reestreia da franquia da Capcom após 20 anos

Demo surpresa no State of Play reacende legado da série lançada no PS2, mas deixa dúvidas sobre desafio e balanço

Onimusha volta a entrar nos holofotes da Capcom com Way of the Sword, título que traz a franquia de ação japonesa de volta ao cenário após um hiato de cerca de 20 anos desde o último capítulo principal, Dawn of Dreams (2006). A demonstração gratuita, revelada em 2 de junho durante o State of Play, permitiu aos jogadores testar um trecho do jogo no PC e forneceu pistas claras sobre para onde a série está indo: visual polido pela RE Engine, combate mais cadenciado e uma apresentação que busca recuperar parte da identidade dos primeiros games.

Origem e hiato da franquia

Onimusha nasceu em 2001 com Onimusha: Warlords, que trouxe Samanosuke Akechi como protagonista e usou atores conhecidos — como Takeshi Kaneshiro — para dar peso cinematográfico aos personagens. A saga seguiu com Onimusha 2 (2002) e Onimusha 3 (2004), este último lembrado pelo envolvimento do ator Jean Reno. A partir de 2006, com Dawn of Dreams, a série mudou o tom gráfico para um visual mais próximo do anime e adotou elementos de RPG, decisões que dividiram fãs e contribuíram para a perda de tração da franquia nas gerações seguintes.

Desde então, a Capcom limitou-se a remasterizações e spin-offs, deixando a trilogia original nas memórias dos jogadores da era PS2. Way of the Sword surge, portanto, com a responsabilidade de resgatar esse legado e apresentá-lo a uma nova geração.

O que a demo mostrou

A demo foca em Miyamoto Musashi como protagonista — um Musashi mais jovem do que a versão vista no anime da Netflix (2023), que não integra a continuidade oficial do universo do jogo — e empresta o rosto do icônico ator Toshiro Mifune. Na dublagem, o herói é interpretado por Yoshimasa Hosoya, conhecido por trabalhos em animes como Attack on Titan.

O segmento disponível tem duração curta: cerca de uma hora se o jogador explorar com calma. Nele, Musashi já possui a Manopla Oni e atravessa locais infestados por Genmas, em um mundo que mistura feudalismo japonês e folclore sobrenatural. A demo oferece uma amostra das mecânicas centrais, itens de exploração e um chefe chamado Ganryu Sasaki.

Jogabilidade e mecânicas — ação cadenciada, não é um soulslike

Way of the Sword aposta em um ritmo de combate mais lento e cadenciado, distante das tendências soulslike. Não há barra de vigor que condicione esquivas e ataques; em vez disso, a demo privilegia timing, bloqueios e uso de ferramentas contextuais. Entre os elementos apresentados estão:

  • Combate corpo a corpo com ênfase em bloqueio, disparos e esquivas precisas.
  • Uso da Manopla Oni para recargas e habilidades especiais/transformações (a transformação completa não estava disponível na demo).
  • Armas secundárias limitadas por uma barra de energia vinculada à manopla.
  • Interatividade ambiental, como utilizar partes do cenário como proteção contra flechas ou para derrubar inimigos.
  • Itens e amuletos obtidos pela exploração que afetam atributos e estratégias.

Embora a base de mecânicas seja promissora, a principal crítica à demo é a baixa dificuldade: inimigos normais tendem a morrer com poucos golpes e mostram pouca agressividade. O único momento que exigiu mais atenção foi o encontro com o chefe Ganryu Sasaki, que pediu o uso combinado de habilidades. A Capcom já afirmou que planeja ajustar o nível de desafio, mas falta saber se haverá modos mais difíceis disponíveis desde o lançamento ou bloqueados atrás de requisitos.

Gráficos, desempenho e otimização na RE Engine

Visualmente, Onimusha: Way of the Sword impressiona. A demo rodou na RE Engine da Capcom com efeitos de ray tracing, texturas detalhadas e boa fidelidade nas animações e cenários. No PC testado pelo autor da prévia, o jogo foi executado em 4K com DLSS 4.5 no preset Equilibrado (L) e todas as opções de ray tracing ativadas. Com Frame Generation em 2x foi possível manter 120 FPS na TV; sem a geração de frames, a experiência ainda superava 80 FPS em muitos trechos.

O desempenho sólido segue o padrão recente da Capcom em títulos que não são mundos abertos, como Resident Evil: Requiem e PRAGMATA. Resta observar se esse polimento será mantido do início ao fim da versão final.

Pontos de atenção e expectativas para o lançamento

A demo deixou claro que Way of the Sword tem potencial para agradar fãs da ação clássica japonesa: estética forte, combate com foco em timing e exploração recompensadora. Porém, a sensação de baixa dificuldade nos encontros padrão preocupa. Se a versão final, prevista para setembro, mantiver esse nível sem opções de desafio adequadas, parte do público pode ficar frustrada.

Além disso, muitos detalhes narrativos continuam envoltos em mistério: a demo não revela como a história de Musashi se conectará aos protagonistas clássicos (Samanosuke, Jubei) e qual será a extensão das ligações com Dawn of Dreams ou os títulos originais. A cronologia oficial sugere que Way of the Sword se passa entre 1604 e 1610, relativamente próxima aos eventos do capítulo anterior, mas a profundidade desses laços deverá ser verificada no lançamento.

Quanto à duração, a expectativa apontada pela prévia é que uma primeira jornada completa fique entre 12 e 15 horas para quem explora os cenários com atenção — um patamar parecido com outros lançamentos recentes da Capcom.

Por fim, a comunidade e a imprensa aguardam sinais claros da Capcom sobre ajustes de dificuldade, variedade de armamentos e polimento final. A promessa da empresa de trazer mais desafio para o produto é um indicativo positivo, mas só a versão final dirá se Way of the Sword cumpre a missão de reviver a franquia para veteranos e atrair novos jogadores.

Onimusha: Way of the Sword chega em setembro; até lá, fãs e curiosos seguem testando a demo e debatendo expectativas. Você testou a build? O que achou do ritmo, da performance e do desafio apresentado?

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