Preview: Control Resonant exala criatividade e tem material para disputar GOTY — o que vimos na build de 3 horas

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Preview: Control Resonant exala criatividade e tem material para disputar GOTY — o que vimos na build de 3 horas

Depois de uma sessão de prévia de cerca de três horas, Control Resonant surge como um RPG de ação completo, com combate refinado, mundo variado e identidade própria dentro do Remedyverse.

Control Resonant, o novo jogo da Remedy Entertainment, impressiona desde os primeiros minutos. Em uma build de preview de aproximadamente três horas testada em PC de alta performance, o título mostrou um conjunto de ideias consistentes: enredo ligado ao universo da desenvolvedora, mas acessível a quem chega de fora; uma mudança clara de direção para o gênero RPG de ação; e um nível de criatividade visual e de design que justifica expectativa elevada para 2026.

Enredo, conexão com o Remedyverse e autonomia para novos jogadores

Como vem sendo prática da Remedy desde Alan Wake, Control Resonant amplia o que fãs chamam de Remedyverse, mantendo conexões com títulos anteriores. Ainda assim, a equipe garante que o novo jogo é standalone: há um resumo inicial que prepara o jogador para a campanha sem exigir conhecimento prévio da série.

No papel, a trama acompanha Dylan, um personagem que deixa sua prisão na Antiga Casa enquanto Jesse desaparece por motivos ainda nebulosos. A dinâmica coloca Dylan como peça-chave para resolver a quebra de quarentena do local e, na build testada, a narrativa apresentou personagens críveis, capítulos bem estruturados e pontos de mistério que devem se aprofundar na versão final.

Uma novidade notável é a integração de elementos de RPG nas conversas: opções de diálogo aparecem no decorrer da aventura. Ainda não é possível avaliar o impacto total dessas escolhas no rumo da história, mas a presença delas amplia a sensação de que o jogo terá camadas narrativas e decisões relevantes.

Gameplay: um RPG de ação com combate afiado e boa curva de progressão

O grande choque positivo aqui é a ambição da Remedy em transformar sua fórmula de ação em um RPG robusto. Control Resonant permite desbloquear desde cedo habilidades de locomoção e travessia — escolha aprovada pela equipe de desenvolvimento e que, na prática, dá liberdade imediata para exploração, ao mesmo tempo que foca a progressão em poderes, armas e combate.

O sistema de luta combina ataques leves e pesados, finalizadores e armas que podem ser trocadas fora do combate, permitindo diferentes estilos. Existem execuções, esquivas precisas e um sistema que lembra, em ritmo e mecânica, o fluxo de arena do reboot de Doom (2016): você alterna entre eliminar inimigos menores para recuperar recursos e enfrentar adversários mais poderosos para progredir, com áreas que se “abrem” apenas quando os chefes ou elites são derrotados.

Há grande variedade de habilidades para desbloquear — por exemplo, um escudo feito de pedras que, em combinação com a esquiva, vira um golpe de ofensiva — e mecânicas clássicas de RPG como esquiva perfeita. A ausência de um parry foi sentida durante a sessão, mas não chega a comprometer a diversão. Em suma, o combate é fluido, prazeroso e recompensa abordagens táticas.

Mundo aberto, atividades e a curiosa dungeon Sumidouro

Além do combate, Control Resonant oferece um mapa ambientado em Manhattan que mistura locais reconhecíveis com distorções autorais do universo Remedy. A build estava incompleta em conteúdo secundário, mas já trazia atividades como lojas de runas, missões paralelas e surpresas de exploração — entre elas, uma máquina de vendas que se comporta como inimigo e entrega um Objeto de Poder opcional com recompensas interessantes.

Uma das seções mais memoráveis do preview foi o Sumidouro: uma espécie de dungeon acessada por elevador que simula uma “descida ao fundo do mar” sem água. O ambiente mistura quebra‑cabeças de gravidade invertida, desafios de plataforma e um clima surreal que lembra níveis conceituais de outras grandes produções. Também houve um trecho com elementos musicais interligados a TVs e som ambiente, reforçando o tom experimental que já é marca da Remedy.

Embora o Sumidouro não tenha o impacto icônico de momentos como o “Take Control” do primeiro Control ou o capítulo marcante de Alan Wake 2, ele indica que o jogo trará outros set pieces criativos que reforçam sua identidade própria.

Direção de arte, tecnologia e desempenho técnico

Na vertente visual, Control Resonant se distancia do predominante brutalismo da Antiga Casa do primeiro jogo e explora cenários mais variados graças à ambientação em Manhattan. A direção de arte continua excelente: a representação das entidades paranormais e os efeitos que dobram a realidade criam cenários que são ao mesmo tempo familiares e originais.

No teste em PC de alto padrão (RTX 5080, i9‑13900K e 128 GB de RAM), o jogo rodou muito bem e exibiu tecnologias como DLSS e path tracing, entregando fidelidade gráfica e iluminação impressionantes para a build disponível. A Remedy trabalhou para que a estética fosse mais diversa, uma resposta a críticas sobre a monotonia visual do primeiro título, e o resultado é visível em ambientes que vão do urbano ao bizarro com transições fluidas e instigantes.

Conclusão: potencial de GOTY, desde que mantenha o nível

Control Resonant mostrou em poucas horas uma combinação rara: design de combate polido, sistema de RPG bem integrado, exploração recompensadora e direção de arte ambiciosa. A transição de fórmula não parece apenas uma mudança de rótulo, mas uma evolução natural para a Remedy, que domina tanto a narrativa quanto a experimentação de mecânicas.

Se o jogo manter ou ampliar o que foi visto na build — com mais conteúdo secundário, maior profundidade nas escolhas de diálogo e polimento técnico contínuo — há mérito suficiente para que ele seja considerado na conversa por GOTY em 2026. Control Resonant tem lançamento marcado para 24 de setembro nas plataformas PC, PlayStation 5 e Xbox Series, com localização em português do Brasil (legendas e dublagem) e preço adaptado para o mercado brasileiro.

Fique de olho: a Remedy pode ter, mais uma vez, um candidato forte à lista dos melhores do ano.

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