China inicia campanha de quatro meses contra uso indevido de IA em duas fases; plataformas poderão ser punidas e conteúdos removidos

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China inicia campanha de quatro meses contra uso indevido de IA em duas fases; plataformas poderão ser punidas e conteúdos removidos

Administração do Ciberespaço anuncia ação contra falhas de revisão, ‘envenenamento’ de dados, registro de modelos e rotulagem inadequada

A Administração do Ciberespaço da China (CAC) lançou nesta quinta-feira (30) uma campanha nacional para combater o uso indevido de inteligência artificial. O anúncio, divulgado por meio de comunicado e reportado pela Reuters, prevê uma operação em duas fases com duração total de quatro meses.

O que a campanha mira

Segundo o órgão regulador, a iniciativa terá como foco práticas ilícitas em aplicativos de IA, incluindo:

  • falhas nos processos de revisão de segurança;
  • “envenenamento” de dados (data poisoning) que comprometa modelos;
  • problemas nos registros e no controle de modelos de IA;
  • rotulagem inadequada de conteúdo gerado automaticamente.

Conteúdos e comportamentos alvos

Também serão combatidos o uso indevido de conteúdo gerado por IA para espalhar informações falsas, disseminar material violento ou vulgar, falsificar identidades e produzir conteúdos que prejudiquem menores. O comunicado afirma que conteúdos ilegais ou nocivos serão removidos e que contas e plataformas que descumprirem as regras sofrerão punições.

Contexto e implicações

A ação reforça o controle regulatório chinês sobre tecnologias digitais emergentes e intensifica a supervisão sobre aplicações de IA em serviços online. Especialistas apontam que medidas desse tipo podem acelerar a padronização de processos de segurança, mas também aumentar o custo de conformidade para empresas do setor.

O cronograma em duas fases deve permitir às autoridades mapear problemas, exigir correções e aplicar sanções a provedores que não regularizem suas operações.

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