Como funciona o ‘tira-teima’ da Copa do Mundo 2026 que escaneou jogadores em cabine 3D para decisões mais precisas sobre impedimento

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Como funciona o ‘tira-teima’ da Copa do Mundo 2026 que escaneou jogadores em cabine 3D para decisões mais precisas sobre impedimento

Jogadores das 48 seleções foram fotografados em cabine com 36 câmeras 4K; avatares gerados por IA consideram altura e tamanho dos pés e ajudam o VAR a explicar e acelerar decisões

A Copa do Mundo de 2026 passou a adotar um sistema de replays em 3D, apelidado de ‘tira-teima’, que representa cada atleta com dimensões reais para tornar a análise de possíveis impedimentos mais fiel ao lance. Antes, replays animados usavam modelos padronizados e podiam gerar dúvidas em jogadas complexas; agora, cada jogador tem um avatar personalizado criado a partir de imagens captadas antes do torneio.

Como foram criados os avatares

Antes do início da competição, os atletas das 48 seleções passaram por uma cabine equipada com 36 câmeras com resolução 4K. Em média, cada jogador ficou cerca de 30 segundos no espaço; a captura em si leva menos de 1 segundo. A partir das fotos, algoritmos de inteligência artificial geram um modelo 3D animado que incorpora altura, postura, textura e até o tamanho dos pés de cada atleta — características que as versões anteriores ignoravam.

O que muda no VAR e para o público

O novo recurso não substitui o árbitro do VAR: a decisão final sobre impedimento continua com a equipe de arbitragem. Mas os avatares permitem que os analistas girem a visão, verifiquem ângulos e interpretem com mais rapidez se um pé, ombro ou toque antecipou a jogada. Para o público, os replays em 3D mais fiéis tornam mais óbvio por que uma decisão foi tomada, aumentando a transparência das revisões.

Limites e responsabilidades

É importante destacar que o sistema 3D é uma ferramenta de apoio, não um juiz automatizado. Ele fornece imagens e perspectivas adicionais para subsidiar o trabalho humano da cabine do VAR. A FIFA e seus parceiros afirmam que a intenção é acelerar e clarificar decisões, mas a análise interpretativa e a aplicação das regras permanecem sob responsabilidade dos árbitros.

Testes e primeiros usos em campo

O recurso já havia sido testado em dezembro de 2025 na partida entre Flamengo e Pyramids, válida pela Copa Intercontinental da FIFA. Na Copa do Mundo 2026, o tira-teima foi utilizado em jogos como Inglaterra x Croácia e França x Senegal. Além dos avatares, houve avanço nas câmeras usadas pelos árbitros: gravações agora passam por estabilização em tempo real via IA, reduzindo tremores e desfoque quando o árbitro se movimenta e permitindo aproveitar melhor os ângulos dentro de campo.

O desenvolvimento dos avatares teve parceria técnica da Lenovo, que detalhou a captura e a geração dos modelos. Para a organização, a combinação entre imagens de alta resolução e inteligência artificial é um passo para tornar revisões de lances mais rápidas, confiáveis e fáceis de entender por quem assiste às partidas.

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