Control Resonant no PC: gráficos com RTX 5090 em 4K, gameplay estilo Doom e requisitos modestos para rodar em setembro

PUBLICIDADE

Control Resonant no PC: gráficos com RTX 5090 em 4K, gameplay estilo Doom e requisitos modestos para rodar em setembro

Testamos uma build em máquina high-end e trazemos as primeiras impressões sobre visual, combate, otimização e data de lançamento

A Remedy liberou ao Brasil uma das primeiras oportunidades de testar Control Resonant no PC, permitindo checar de perto como a continuação da franquia se comporta fora dos consoles. A versão que jogamos rodou em uma configuração de ponta, com uma NVIDIA RTX 5090 Founders Edition em 4K, DLSS no modo performance e Ray Tracing na opção mais avançada disponível — sem geradores de quadro ou reconstrução de raios ativados. O resultado: visuais marcantes, mudanças no combate e sinais claros de esforço da desenvolvedora para equilibrar qualidade e acessibilidade.

Gráficos e Ray Tracing: avanço notável, rasterização antes do traçado

A evolução visual em relação ao primeiro Control é perceptível. Reflexos em poças d’água e vitrines ganharam consistência e definição, e o contraste entre luz e sombra cria ambientes propositalmente escuros e surreais, alinhados à estética bizarra da série. Em conversa com a equipe, aprendemos que o jogo é construído em rasterização primeiro e só depois recebe o Ray Tracing; esse fluxo exige revisão sala por sala e até em cutscenes para evitar que a física da luz deixe áreas excessivamente escuras ou pouco navegáveis.

No teste com RTX 5090, o ray tracing exibiu detalhes refinados sem a granulação que afetou a entrada da franquia no passado. Ainda que a build experimentada não fosse final, a qualidade visual sustentou a impressão de que Control Resonant foi pensado para aproveitar GPUs de última geração sem abandonar ajustes para hardware mais antigo.

Gameplay: mais agressivo, vertical e rápido — o “Control” que lembra Doom

Uma das grandes surpresas da prévia foi a guinada no design de combate. O ritmo cadenciado do primeiro jogo deu lugar a um estilo mais agressivo e baseado em movimento, com verticalidade acentuada. A protagonista agora conta com pulos duplos, dash duplo no ar e facilidade para transitar entre pontos elevados — mecânicas que lembram o frenético Doom e a mobilidade vista em Infamous.

O combate incentiva empurrar a ofensiva: ao invés de buscar cobertura e tática lenta, o jogador é instigado a se aproximar, usar movimentos rápidos e explorar o espaço vertical para dominar encontros. Essa mudança redefine a sensação da série sem abandonar a identidade surreal de Control.

Requisitos e otimização: leveza em comparação com lançamentos recentes

Uma boa notícia para proprietários de PCs mais modestos é a aparente atenção da Remedy à otimização. Aprendendo com lançamentos pesados recentes, a desenvolvedora ajustou as exigências mínimas para permitir entrada com GPUs de gerações anteriores: a configuração mínima citada inclui modelos como GTX 1070 ou RX 5600 XT, enquanto as recomendações giram em torno de uma RTX 3070 ou uma RX 6600/6700 XT.

Mesmo com Ray Tracing em níveis altos, a build demonstrou manter performance estável na maior parte do tempo. Mapas maiores podem aumentar a demanda de hardware, e ainda há pontos a polir — era uma versão não final — mas as especificações divulgadas indicam um esforço para não excluir jogadores que não possuem placas top de linha.

Localização, lançamento e próximos passos

Além do desempenho e das mudanças no gameplay, outra confirmação importante: Control Resonant será totalmente localizado para o português brasileiro. A versão que testamos já traz menus, interfaces e legendas em português, e a Remedy afirmou que a versão final incluirá dublagem em português brasileiro.

O jogo tem previsão de lançamento para setembro e estará disponível para PC e macOS. Quando a versão final for lançada, a expectativa é por análises de performance completas que mostrem como o título se comporta em uma gama maior de hardware.

Resumo: Control Resonant apresenta um salto visual significativo quando testado em hardware de ponta, introduz um combate mais acelerado e vertical, e chega com requisitos pensados para acomodar uma base de jogadores mais ampla — e tudo isso com localização completa para o nosso idioma. Ainda há espaço para polimento, mas a primeira impressão é promissora.

Mais recentes

PUBLICIDADE