Criador de Painkiller detona reboot focado em multiplayer: ‘Não tem nada a ver com o original’
Adrian Chmielarz afirma que nova versão perdeu o DNA da série, critica tom e ritmo e elogia Anshar Studios pelo suporte; releitura acumula 57% de avaliações no Steam
Adrian Chmielarz, criador da série Painkiller, foi crítico em relação ao reboot recente da franquia, desenvolvido pelo estúdio Anshar. Em declarações repercutidas pela imprensa especializada, Chmielarz afirmou que discorda de várias decisões tomadas no projeto e considera que o título modernizado pouco tem a ver com a estrutura e a atmosfera do original de 2004.
Críticas à identidade e ao tom do jogo
Segundo o designer, o principal problema do novo Painkiller é a perda do que ele chama de “DNA” da série. Embora o reboot mantenha algumas armas clássicas, o ritmo e o foco no multiplayer seriam escolhas que afastam o jogo da experiência solo sombria e intensa que marcou os primeiros episódios. Chmielarz também criticou a mudança de tom: enquanto o original se levava a sério, mesmo com momentos cômicos, a nova versão trata elementos que deveriam remeter ao terror como pura diversão.
Relação com o estúdio e posição pública
Apesar das críticas criativas, Chmielarz deixou claro que não tem problemas pessoais com os desenvolvedores da Anshar Studios. Ele reconhece que a equipe faz um bom trabalho de suporte e que é legítimo tentar projetos mais ambiciosos. Ainda assim, afirmou que, do ponto de vista da propriedade intelectual, seria mais sensato usar outro nome para a nova proposta em vez de evocar lembranças e expectativas dos fãs da série original.
Recepção do público e desempenho técnico
No Steam, a reinterpretação moderna registra apenas 57% de avaliações positivas, sinalizando recepção mista entre jogadores. Dados do SteamDB apontam que, nas últimas semanas, o título não ultrapassou a marca de 50 jogadores simultâneos diários, o que indica dificuldades em manter uma base ativa em torno do multiplayer.
Enquanto isso, a comunidade segue dividida entre quem valoriza experimentações e quem prefere preservação da identidade clássica. Para fãs interessados no passado, versões como o Painkiller RTX — que demonstra melhorias visuais com path tracing na obra de 2004 — continuam a lembrar do impacto que o jogo original teve no gênero FPS.
O debate sobre como revisitar franquias clássicas permanece em destaque: equilibrar inovação e respeito à identidade original continua sendo o maior desafio para estúdios e detentores de IPs.
