Denuvo quebrada em Resident Evil Requiem: hacker contorna proteção em menos de 2 meses e abre risco para outros lançamentos

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Denuvo quebrada em Resident Evil Requiem: hacker contorna proteção em menos de 2 meses e abre risco para outros lançamentos

Crack atribuído a voices98 modifica o executável e torna DRM vulnerável; Irdeto promete correções enquanto Denuvo ainda roda em segundo plano

Resident Evil Requiem, lançamento recente da Capcom, teve a proteção da Denuvo violada em menos de dois meses após sua chegada ao mercado, segundo relatos da comunidade de PC e cobertura especializada. O feito foi atribuído ao hacker conhecido como voices98, que conseguiu contornar a DRM por meio de uma modificação no arquivo executável (.exe).

Como o crack funcionou

Diferente de métodos que exigem o uso do Hypervisor — técnica que costuma demandar a desativação de certas proteções do Windows e envolve mais riscos para o sistema — o método usado por voices98 atua diretamente no .exe do jogo. Essa abordagem torna o processo mais simples e menos intrusivo para quem produz o crack, abrindo caminho para que outros títulos possam ser afetados de forma similar.

Denuvo continua ativa em segundo plano e limita comparações

Apesar da violação, a Denuvo não foi completamente removida: o mecanismo de proteção ainda aparece em execução em segundo plano, o que impede uma análise direta e confiável de desempenho entre a cópia protegida e a versão quebrada. Ou seja, embora haja um crack funcional, a presença residual da DRM dificulta testes técnicos que confirmem diferenças de performance.

Resposta da Irdeto e práticas da Capcom

A Irdeto, empresa controladora da Denuvo, informou que trabalha para corrigir vulnerabilidades identificadas e reforçar o sistema em lançamentos futuros. A Capcom, por sua vez, costuma retirar a Denuvo de vários títulos algumas semanas ou meses após o lançamento. Jogos como Resident Evil Village, Resident Evil 2 Remake, Resident Evil 3 Remake, Kunitsu-Gami: Path of the Goddess, Onimusha 2: Samurai’s Destiny e Resident Evil 4 Remake já tiveram a proteção removida após o período inicial de vendas.

O episódio reacende o debate sobre a eficácia e o impacto das DRM: enquanto desenvolvedores e editoras buscam evitar pirataria, jogadores e especialistas continuam a discutir os efeitos sobre desempenho, segurança e longevidade dos jogos. A quebra de Resident Evil Requiem, apontada como o primeiro caso de 2026, pode influenciar tanto a postura de empresas quanto as estratégias de proteção usadas no futuro. (Via Eurogamer)

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