Dor de garganta: 9 sinais que mostram quando é hora de procurar um médico e o que cada sintoma pode indicar

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A maioria dos casos é leve, mas alguns sinais claros demandam avaliação — saiba quais e por que não ignorá-los

A dor de garganta é um desconforto comum: pode surgir como irritação leve e desaparecer sozinha, ou acompanhar resfriados, mudanças de clima e ar seco. Ainda assim, nem sempre é algo simples. A seguir, os 9 sinais que indicam quando é importante buscar atendimento médico e o que cada um pode representar.

Sinais de alerta que exigem avaliação rápida

  • Dor intensa que não melhora em 48–72 horas — Se a dor permanece forte após dois ou três dias, pode haver uma infecção bacteriana, como faringite, que precisa de diagnóstico e tratamento adequado.
  • Febre alta e persistente — Temperatura acima de 38,5 ºC que não cede com antitérmicos ou dura mais de dois dias pode ser sinal de infecção mais agressiva associada à dor de garganta.
  • Dificuldade para engolir ou respirar — Problemas para engolir ou sensação de obstrução das vias aéreas são sinais de inflamação importante; trate como urgência e procure atendimento imediato.

Sinais visíveis na garganta e complicações locais

  • Pontos brancos, placas de pus ou mau hálito intenso — Presença de pus nas amígdalas ou placas brancas costuma indicar infecção bacteriana. O otorrinolaringologista Dr. Eduardo Passerotti alerta que pus no pescoço pode sinalizar abscesso e, em alguns casos, exigir drenagem cirúrgica.
  • Inchaço doloroso nos gânglios do pescoço — Gânglios aumentados e doloridos mostram que o organismo está combatendo infecção. Segundo o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. Leonardo Kruschewsky, isso pode decorrer de infecções simples ou, raramente, de processos mais graves que merecem investigação.
  • Dor localizada só de um lado — Dor unilateral e intensa pode indicar abscesso peritonsilar, uma complicação da amigdalite que costuma precisar de intervenção médica.

Sinais sistêmicos, recorrência e impacto na voz

  • Erupções na pele associadas à dor de garganta — Manchas ou erupções podem acompanhar doenças como escarlatina ou mononucleose; nesses casos, a avaliação médica é necessária para diagnóstico e conduta.
  • Perda de voz por mais de 7 dias — Rouquidão que persiste por uma semana ou mais pode indicar laringite ou inflamação das cordas vocais e deve ser avaliada para evitar danos prolongados.
  • Repetição frequente de episódios — Ter várias amigdalites por ano pode justificar investigação mais profunda. O otorrino Dr. Danilo Real, citado no portal Drauzio Varella, indica que cinco episódios que precisaram de antibiótico em um ano, ou quatro por ano em dois anos seguidos, são critérios que levam à avaliação para remoção das amígdalas.

O que fazer na prática

Se você identificar qualquer um desses sinais, procure um médico para avaliação. Em caso de dificuldade para respirar, engolir saliva, febre muito alta ou sinais de abscesso (dor unilateral intensa, desvio da úvula, incapacidade de abrir a boca), dirija-se a uma emergência. Para dores moderadas sem sinais de gravidade, observe por 48–72 horas e busque consulta se não houver melhora ou se surgirem novos sintomas.

Lembre-se: a maioria das dores de garganta melhora com repouso, hidratação e cuidados sintomáticos, mas sinais claros de gravidade ou recorrência frequente exigem investigação para evitar complicações e garantir o tratamento adequado.

Reportagem baseada em orientações de especialistas e em levantamento de sinais de alerta para dor de garganta.

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