EUA fecham contrato de US$ 2,29 bi com SpaceX para criar Backbone da Rede de Dados Espaciais (SDN)
Rede pretende conectar sensores militares e plataformas de armas pelo mundo com baixa latência e alta segurança
A Força Espacial dos Estados Unidos assinou um contrato de US$ 2,29 bilhões com a SpaceX para desenvolver uma rede de comunicações via satélite chamada Backbone da Rede de Dados Espaciais (Space Data Network, SDN). O objetivo é manter sensores e plataformas militares interligados de forma contínua, segura e com troca rápida de informações, anunciou o serviço militar.
O que é o SDN
O SDN é um programa que usa satélites em órbita baixa (LEO) interconectados para criar uma malha de comunicações resiliente. Segundo a Força Espacial, a arquitetura permitirá a transferência ágil e estável de dados entre sensores, centros de comando e plataformas de armas, reduzindo latência e vulnerabilidades em cenários de combate.
Como será a rede e quem já usa tecnologia similar
A rede contratada deve aproveitar tecnologias já exploradas pela SpaceX nas constelações Starlink e na oferta voltada ao setor de defesa, Starshield. Essas redes já têm sido utilizadas em comunicações militares dos EUA, segundo reportagens da Reuters. O contrato formaliza um projeto dedicado e escalável para uso operacional em larga escala.
Prazo, orçamento e contexto político
O protótipo totalmente operacional do Backbone da SDN está previsto para entrega até o final de 2027. Em 2024, o Congresso dos EUA autorizou cerca de US$ 13 bilhões em investimentos da Força Espacial em comunicações via satélite, uma medida destinada a acelerar produção e parcerias com o setor privado.
Implicações estratégicas
O avanço reforça a prioridade americana em modernizar comunicações militares diante de ameaças como mísseis balísticos, armas hipersônicas e ataques de cruzeiro. Em janeiro de 2025, o governo federal também avançou com iniciativas relacionadas à defesa antimísseis, no que as autoridades descreveram como parte de uma estratégia de “paz pela força”. Fontes públicas indicam que, apesar de buscar alternativas no passado, o governo mantém parcerias estreitas com empresas comerciais como a SpaceX para acelerar capacidades críticas.
Analistas apontam que a combinação de investimentos públicos e contratos com empresas privadas deve aumentar a capacidade de redundância e a rapidez na atualização tecnológica das forças armadas, mas também suscita debates sobre dependência de fornecedores comerciais para infraestrutura sensível.
