Hot Wheels: Infinite Rush traz mundo aberto ao estilo Burnout Paradise para o universo das miniaturas da Milestone
Milestone transforma as pistas laranja em um grande playset aberto com missões, destruição e liberdade para explorar
No Summer Game Fest 2026, tivemos um primeiro contato com Hot Wheels: Infinite Rush, a nova tentativa da desenvolvedora italiana Milestone de levar o icônico universo das miniaturas para além das pistas tradicionais. Em vez de circuitos fechados ambientados em salas ou mundos imaginários, o estúdio aposta agora em zonas abertas — verdadeiras caixas de brinquedo em escala — que misturam exploração, corridas e conteúdo emergente em larga escala.
Do unboxing às ruas: a ideia central
A proposta de Infinite Rush é simples e direta: pegar a sensação de desembrulhar um carro Hot Wheels e levá‑lo para correr livremente por uma cidade de diorama. O jogo oferece mais de 150 veículos divididos em categorias como speeder, titan e versatile, e permite alternar entre eles livremente enquanto você explora as zonas. A liberdade de escolha e a variedade de classes prometem diferentes estratégias de pilotagem e estilos de jogo.
Exploração e missões variadas
Ao invés de seguir uma rota linear, o jogador encontra uma vasta gama de atividades espalhadas pelo mapa. Além das corridas tradicionais, há desafios de tempo, entregas de veículos, eventos estilo racha e missões de destruição onde o objetivo é causar o máximo de dano ao ambiente. Um destaque curioso é a tarefa de fotografar pontos de interesse — uma espécie de álbum que incentiva a vasculhar cada canto dos cenários.
As duas zonas apresentadas no hands‑on — a metrópole Wheelworld e a cidade industrial empoeirada Gearworld — foram descritas como dioramas exagerados e charmosos, semelhantes aos playsets vistos em comerciais de brinquedo. Em Gearworld, por exemplo, o autor da prévia encontrou armadilhas temáticas, como um escorpião gigante que despeja veneno no mapa, reforçando a sensação de brincar em um mundo absurdamente criativo.
Corrida arcade com toque de caos
Infinite Rush mantém as raízes arcades da série: velocidade, drift e ênfase em manter o momentum dão o tom das disputas. Ao mesmo tempo, o jogo adiciona elementos de gestão, como a barra de calor do boost em veículos da classe titan — pesados, capazes de empurrar carros adversários, mas que podem parar se abusarem do impulso. Isso adiciona uma camada tática às corridas, forçando decisões rápidas entre agressividade e conservação.
Outro aspecto importante é a integração das clássicas pistas laranja da franquia. Mesmo dentro do mundo aberto, há trechos em que a ação se desloca para essas rampas e loops, oferecendo momentos de corrida aprumada e intensos trechos técnicos que lembram os jogos anteriores, mas agora inseridos num contexto maior e mais caótico.
Editor de pistas e criação em escala maior
A Milestone também confirmou o retorno do editor de pistas, embora o recurso não tenha sido testado na sessão de prévia. A novidade aqui é a possibilidade de usar os espaços abertos como base para criação, ampliando as ferramentas já vistas em jogos anteriores e dando aos jogadores mais “tela” para montar circuitos extravagantes e únicos.
Em cerca de 30 minutos jogáveis, a impressão geral foi positiva: a transição para um sandbox motorizado parece casar bem com o espírito das miniaturas, abrindo espaço para descobertas inesperadas e muitas oportunidades para caos lúdico. A comparação com Burnout Paradise é justa — não só pela liberdade de condução, mas pela forma como o mundo incentiva trajetos não lineares e emergentes.
Hot Wheels: Infinite Rush tem a missão de transformar a caixa de brinquedos numa experiência viva e expansiva. Se a Milestone conseguir equilibrar conteúdo, performance e ferramentas de criação, o título pode redefinir a fórmula das corridas com miniaturas e entregar um dos lançamentos arcade mais inventivos do ano.
Referência: prévia do IGN apresentada durante o Summer Game Fest 2026.
