Jonathan Frakes afirma que ‘Star Trek vai ressurgir’: entenda o futuro das séries após cancelamento de Starfleet Academy e mudanças na Paramount/Skydance
Enquanto o universo de Gene Roddenberry passa por incertezas corporativas e críticas de fãs, o ator e diretor diz que a franquia só está em ‘criogenia temporária’ — e que a chama de Starfleet voltará a brilhar.
Jonathan Frakes, conhecido por interpretar William Riker em Star Trek: The Next Generation e por comandar episódios como diretor, disse acreditar que a franquia Star Trek voltará a produzir conteúdo, apesar do momento de suspensão que vive hoje. Em entrevista ao podcast All Access Star Trek, do site Trek Movie, Frakes afirmou que a marca está apenas “em criogenia” e que a visão de Gene Roddenberry resistirá às mudanças corporativas e ao tempo.
Por que não há novas séries em produção?
Pela primeira vez desde 2017, segundo Frakes, não há produções de Star Trek em andamento. O cenário de incerteza envolve vários fatores: o contrato de Alex Kurtzman como responsável pela área de TV junto à CBS Studios e à Paramount está se aproximando do fim; a fusão entre Skydance Media e a Paramount (mencionada por fontes ligadas à franquia) alterou a direção executiva; e a recente onda de cancelamentos — entre eles Starfleet Academy — deixou fãs e profissionais preocupados.
Frakes observou que é “infeliz” que, justamente no ano do 60º aniversário da franquia, não exista uma nova produção ativa. Ainda assim, manteve o tom otimista: “Tenho certeza de que Trek vai ressurgir, sempre ressurgiu e sempre ressdbebe. O poder que Roddenberry investiu na franquia parece ter atravessado seis décadas.”
O caso Starfleet Academy e as críticas online
Starfleet Academy, série que Frakes dirigiu em um episódio da primeira temporada, foi recentemente cancelada — embora já tenha uma segunda temporada filmada que deverá ser lançada. O ator-diretor disse não saber ao certo os motivos do estúdio: “Talvez seja a troca de guarda na Paramount+ e na CBS Studios. Talvez seja indecisão. Talvez seja o custo para tornar a série tão bonita quanto ela é.”
Além disso, Frakes comentou o impacto dos “trolls” e da crítica online. Segundo ele, a hostilidade atual pode ser até mais dolorosa do que nos anos de The Next Generation. Em outro ponto da entrevista, afirmou que houve críticas a séries como Strange New Worlds vindas de pessoas que, aparentemente, nem sequer assistiram ao conteúdo — um problema que ele e outros produtores chegaram a observar.
O papel de Frakes e a resposta interna
Frakes também contou que recebeu ligações de Alex Kurtzman e de Noga Landau (co-showrunner de Starfleet Academy) informando que a série estava “on ice” — expressão usada para indicar suspensão temporária. A conversa realça como decisões de bastidor e críticas públicas têm se cruzado com decisões estratégicas de produção.
Enquanto isso, o ator se dedica a iniciativas fora das telas, como promover o PanCAN Purple Stride pela luta contra o câncer de pâncreas, atividade ligada ao time Trek Against Pancreatic Cancer. Esse engajamento mostra a continuidade do relacionamento entre veteranos da franquia e a comunidade de fãs.
O que vem a seguir para Star Trek?
No curto prazo, fãs ainda têm material a ser lançado: a segunda temporada de Starfleet Academy (já filmada) e as duas últimas temporadas de Strange New Worlds, que também estão prontas. Ao mesmo tempo, há conversas iniciais sobre um possível novo filme envolvendo Paramount/Skydance, embora nada tenha sido confirmado oficialmente.
Frakes encerrou com otimismo cético: apesar das turbulências — críticas de fãs, custos de produção e mudanças executivas —, a franquia tem um histórico de renascimentos. “Riker disse que planejava viver para sempre. Não se surpreenda se Star Trek fizer o mesmo”, afirmou, lembrando a resiliência cultural que mantém a série relevante seis décadas após sua criação.
Enquanto o futuro exato permanece indefinido, a mensagem é clara: a franquia não morreu — apenas aguarda o próximo comando para partir em nova missão.
