Nike demite 1.400 funcionários e concentra tecnologia em Oregon e Índia em meio a queda de vendas

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Nike demite 1.400 funcionários e concentra tecnologia em Oregon e Índia em meio a queda de vendas

Cortes representam cerca de 2% do quadro global; empresa busca agilizar operações, integrar cadeia de suprimentos e acelerar lançamentos

A Nike anunciou nesta quinta-feira (23) a demissão de aproximadamente 1.400 funcionários, em uma nova rodada de redução de quadro que atinge principalmente a área de tecnologia. Segundo a empresa, os cortes correspondem a pouco menos de 2% da força de trabalho global e fazem parte de um plano para tornar processos mais ágeis e integrar melhor a cadeia de suprimentos.

Em comunicado interno, a companhia informou que vai concentrar operações tecnológicas em dois polos principais: Oregon, nos Estados Unidos, e na Índia. A medida visa também acelerar a automação e a entrega de novos produtos, em um momento em que a Nike enfrenta uma queda nas vendas que se arrasta há anos.

Contexto e decisões recentes

Os 1.400 cortes se somam a uma redução anterior anunciada em janeiro, quando a empresa cortou 775 vagas como parte de uma estratégia para acelerar a automação. A nova medida foi tomada sob a gestão do CEO Elliott Hill, que assumiu o cargo em 2024 e prometeu reposicionar a marca com foco em esportes como corrida e futebol, além de acelerar o ritmo de lançamentos.

Reação do mercado e concorrência

As ações da Nike subiram cerca de 0,5% no pós-mercado após o anúncio, mas seguem em forte queda: acumulam perda de mais da metade do valor nos últimos três anos. No mesmo período, concorrentes como On, Hoka e Anta ganharam espaço entre consumidores e investidores.

Impactos e perspectivas

Analistas avaliam que os cortes não surpreendem diante do desempenho comercial e da necessidade de reduzir custos e centralizar operações. A concentração de funções tecnológicas em poucos polos pode reduzir redundâncias e custos, mas também levanta dúvidas sobre perda de talentos regionais e riscos à inovação local.

A Nike diz que as mudanças têm o objetivo de tornar a companhia mais eficiente e acelerar a chegada de produtos ao mercado. Resta observar se a estratégia de centralização e automação será suficiente para reverter a tendência de queda nas vendas e recuperar participação diante de rivais em crescimento.

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