Por que o Instagram teve anúncios de apostas com Harry Kane e Erling Haaland vetados no Reino Unido: ASA diz que imagens atraem menores de 18 anos

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Por que o Instagram teve anúncios de apostas com Harry Kane e Erling Haaland vetados no Reino Unido

ASA considerou publicações da Oddschecker irresponsáveis por atraírem fortemente menores de 18 anos, mesmo com restrição de idade na conta

O que os anúncios mostravam

Dois posts no Instagram que usavam imagens dos atacantes Harry Kane e Erling Haaland foram considerados em desacordo com as regras do mercado britânico de publicidade. Um mostrava uma foto de Kane acompanhada da mensagem de que ele era o jogador com mais apostas para vencer a Bola de Ouro em 2026, com um emoji de troféu. O outro dizia que, nas últimas 24 horas, a Noruega era a aposta mais feita para vencer a Copa do Mundo de 2026, ilustrado por uma imagem de Haaland.

Por que a Advertising Standards Authority proibiu os anúncios

A Advertising Standards Authority (ASA), órgão regulador do Reino Unido, concluiu que ambos os posts violaram o código de publicidade por serem ‘irresponsáveis’. A decisão baseou-se na avaliação de que Kane e Haaland apresentam um forte apelo junto de menores de 18 anos, o que torna inadequada a sua utilização em material promocional de apostas.

A ASA também citou a limitação prática das restrições de idade nas redes sociais: embora a conta da Oddschecker estivesse configurada para maiores de 18 anos, existem ‘um número significativo de crianças que não usam sua data real de nascimento ao se inscreverem’, o que reduz a eficácia dessa barreira.

Defesa da Oddschecker e argumento do reclamante

A Cyan Blue Odds Ltd, empresa que opera a Oddschecker, afirmou que as imagens eram em grande parte de natureza editorial e não anúncios comerciais, e que a conta estava protegida por limite de idade. A investigação, porém, foi motivada por uma queixa de um pesquisador da Universidade de Bristol, que considerou as publicações promocionais e potencialmente prejudiciais para públicos menores.

A ASA rejeitou a defesa editorial e manteve que o uso de figuras frequentemente admiradas por crianças representa risco suficiente para classificar as publicações como publicidade de apostas dirigida de modo inadequado.

Casos relacionados e implicações para o setor

Em outra investigação separada, a ASA avaliou um anúncio da Betway com o ex-jogador e comentarista Thierry Henry e concluiu que aquele caso específico não violava as regras, por entender que Henry não atrairia fortemente menores de 18 anos na mesma medida. Isso mostra que as decisões são tomadas caso a caso, com foco no potencial de apelo à audiência jovem.

Para operadores e anunciantes, a decisão reforça a necessidade de cautela ao usar estrelas do esporte em comunicação relacionada a apostas. Mesmo quando contas tentam limitar acesso por idade, reguladores alertam que medidas técnicas nem sempre impedem o contato de menores com conteúdo promocional. Plataformas, agências e marcas devem revisar estratégias para evitar exposições inadequadas e seguir códigos que priorizem a proteção de públicos vulneráveis.

Fonte: reportagem baseada em investigação da Advertising Standards Authority e declarações da Oddschecker, conforme noticiado originalmente pela BBC.

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