Daniel Vávra: “Eu fiquei sem grana” — diretor de Kingdom Come Deliverance 2 critica estúdios que usam visual cartoon como desculpa

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Co-criador do jogo diz que falta de verba não justifica adoção generalizada de estilos simplificados e relembra começo humilde do primeiro título

O diretor de Kingdom Come Deliverance 2, Daniel Vávra, provocou debates nas redes sociais ao contestar a ideia de que estúdios com orçamentos reduzidos sejam obrigados a adotar estilos visuais menos exigentes, como o cartoon. Em um post no Twitter/X publicado em 8 de dezembro de 2025, Vávra chamou o argumento de “desculpa” e classificou a preferência por esse tipo de arte como uma “moda passageira”.

Origem humilde de Kingdom Come: Deliverance

Para reforçar seu ponto, o desenvolvedor lembrou as origens do primeiro Kingdom Come: Deliverance. “Vocês sabem quantos recursos tínhamos quando começamos a trabalhar em KCD? ZERO. Eu literalmente fiquei sem grana”, escreveu ele, citando a campanha de financiamento coletivo no Kickstarter e lembrando que a parceria com a editora Koch Media só aconteceu dois anos após o início do projeto.

Resposta e reação da comunidade

A publicação de Vávra gerou respostas variadas. Muitos desenvolvedores independentes ressaltaram que optar por um estilo estilizado é uma decisão artística deliberada, não necessariamente reflexo de falta de verba. Usuários e criadores também chamaram a atenção para exemplos como Fortnite, que mostram que estética cartoonizada pode envolver orçamentos enormes e ambição técnica.

Os argumentos em jogo

O debate resume duas posições: de um lado, a crítica de que seguir tendências de mercado reduz a diversidade visual e o esforço técnico; de outro, a defesa da liberdade artística e do valor estético do estilizado. Para Vávra, a proliferação de um visual parecido em muitos lançamentos se deve mais a tendência do que a limitações financeiras reais.

Impacto para desenvolvedores

Mais do que um ataque, a reclamação de Vávra reacende perguntas sobre escolhas estéticas na indústria e sobre como estúdios, grandes ou pequenos, comunicam essas decisões. Independentemente da posição, a discussão evidencia que forma e financiamento permanecem temas centrais na conversa sobre o futuro dos games.

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